quinta-feira, 26 de abril de 2007

“De Espanha nem bom vento nem bom casamento”


Desde que existem enquanto nações, Portugal e Espanha sempre mantiveram relações muito peculiares, por vezes apelidadas de amor-ódio.

A expressão “de Espanha nem bom vento nem bom casamento” é muito antiga e tem que ver com os casamentos dos monarcas dos dois países e com o vento este que, por vezes, é muito forte e traz consigo frio e chuva.

Apesar de serem dois países ibéricos, com línguas originárias do latim e com aspectos históricos e políticos comuns, muitas vezes seguiram caminhos distintos que os afastam e que faz pensar muitos que são dois países vizinhos de “costas voltadas”.

Actualmente, e depois de um século XX com ditaduras nas duas nações, a situação é inversa. Portugal necessita de Espanha e Espanha de Portugal, principalmente ao nível da economia. Culturalmente também existe um maior interesse e curiosidade por parte de ambos os países, sendo os dois destinos turísticos de eleição!

Nas relações entre Portugal e Espanha, as zonas raianas, como o Alentejo e a Extremadura, são muito importantes, existindo mesmo, para além de casamentos e relações culturais e comerciais transfronteiriças, iniciativas conjuntas por parte dos dois países. Badajoz e Elvas, actualmente, são conhecidas como o melhor exemplo do conceito de “Eurocidade”, uma vez que acabam por ser uma “grande cidade” nascidas na fronteira, com serviços e infra-estruturas comuns.

Se queres saber mais sobre as relações raianas entre os dois países podes ler o livro, editado com o apoio da Junta da Extremadura, de Alonso de La Torre, “La Frontera que Nunca Existió”